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PLAASMOORDE: A perseguição de brancos e fazendeiros sul-africanos

December 31, 2018

Invasão doméstica, assalto a mão armada, tortura, assassinato, estupros: esse é o cenário atual que os brancos da África do Sul enfrentam. Os crimes são sempre cruéis e feitos da maneira mais brutal possível. Afogamento em banho escaldante de criança, tortura de idosos, estupro de mulheres e crianças em frente aos seus familiares; são alguns exemplos. A criminalidade na África do Sul sobe de maneira vertiginosa e é generalizada, porém a motivação por traz dos crimes perpetrados contra os alvos brancos é outra: perseguição política e racial. Esse tipo de ataque é popularmente chamado no país de "Plaasmoorde" (traduzido como assassinatos de fazendeiros).

Em um país com a população estimada em quase 60 milhões de habitantes, os números relacionados aos ataques podem não parecer alarmantes, porém pelo fato de acontecerem contra uma população que representa 8% do total, se tornam gritantes. As estimativas variam muito, visto que dados governamentais e privados não confluem. Porém, em uma das estimativas os ataques de 1990 até 2017 somam aproximadamente 4300 ataques com quase 2000 mortes. Em média: 1 morte de fazendeiros brancos a cada 5 dias durante 27 anos. Em 2018 foram registrados até agora 418 ataques e 70 mortes. Perto das cidades de Mokopane e Polokwane existe um monumento dedicado às vítimas chamado "Plaasmoorde", onde 2000 cruzes brancas estão dispostas simbolizando uma morte, ou em alguns casos cruzes vermelhas, que representa uma família inteira morta. Apenas durante a gravação do documentário "White Farm Murders in South Africa, Crime or Punishment?", produzido pela ABC News, 7 pessoas foram mortas nesses ataques.

Tudo isso está causando o surgimento de medo constante em boa parte da população branca sul-africana. Para eles, não é uma questão de "se", porém "quando". Quase todos conhecem alguém que sofreu um desses ataques e temem serem os próximos. Eles acreditam que os ataques são motivados não só por ganância, mas também por ódio político e racial, visto a forma horrível que os ataques são feitos. Um guia de uma das comunidades carentes de negros do país conhece diversos membros de gangues e reconhece que muitos deles são movidos a ódio racial e político. Por conta disso, diversos grupos estão se organizando através de aplicativos de mensagem e formam grupos de defesa voluntários e treinados militarmente para atender chamados de socorro. Até mesmo grupos preparados para uma guerra civil estão sendo organizados. Isso é apenas mais um sintoma de um problema muito maior.

O governo sul-africano não está interessado em resolver os casos, visto que seu real interesse está em encobrir os acontecimentos. Os dados que eles informam destoam da realidade e eles afirmam que os ataques são crimes isolados, normais e que os fazendeiros são alvos fáceis, pois não têm cercas elétricas, não têm guardas. Uma organização chamada The Blood Sisters, especializada em limpeza de cenas de crimes afirma que os ataques estão se tornando mais comuns pelo país e que entre 2012 e 2016 teve um aumento de mais de 70%. Afirmam também que a intenção dos ataques não é só roubar, mas sim matar e que as cenas sempre são brutais, com tortura, assassinatos de bebês e crianças e outras absurdidades. Portanto, a afirmação do governo de que esses ataques são normais não procede. Junto a isso, o governo está em processo de aprovação de tomada de terras sem compensação, com a motivação de que isso é justiça histórica. De acordo com o presidente do país, Cyril Ramaphosa, isso é uma forma de redimir o pecado original, que foi o roubo das terras sul-africanas do povo indígena pelos colonizadores, o que é debatível, visto que a maioria da população descende do povo Bantu, que também é alóctone. Outro representante do governo, Thabo Mokwena, afirma que a tomada de terras deverá ser sem compensação e dentro da lei, que não há ilegalidade alguma no processo contra os fazendeiros. Afirma que isso será feito dentro dos limites das leis daquele país em questão e que, se a lei atual não possibilitar isso, vão reformar a lei para que permita esse tipo de atitude. Sendo assim, qualquer fazendeiro que se recusar a ceder suas terras, fará isso por sua conta e risco, visto que estára desobedecendo as leis. Ou seja, não há escolha alguma para os fazendeiros.

Por conta dessa reforma que poderá ocorrer em breve, com tomada de terras sem compensação, diversos fazendeiros estão tentando vender suas terras, porém sem sucesso. As terras não possuem mais valor algum, visto que a qualquer momento podem ser nacionalizadas. Somado a isso, uma das maiores forças políticas do país, a Economic Freedom Fighters (EFF), liderada por Julius Malema e de inclinação comunista, tem como principal política nacionalizar todas as terras e redistribuir igualmente. Sem compensação e violentamente se necessário. O líder do partido possui discursos inflamados contra a população branca e os considera um de seus principais inimigos. Durante os comícios do partido frequentemente é cantada a música "Kill the Boer", que em sua letra diz: Mate o Boêr, mate o fazendeiro. Atire para matar!"

Em entrevistas, Malema afirma que:

"Se as coisas caminharem do jeito que estão, haverá uma revolução neste país. Isso eu posso afirmar. Haverá uma revolução sem liderança e uma revolução sem liderança é a mais alta forma de anarquia." Em outro momento:

"Nós não estamos ordenando a morte de pessoas brancas. Pelo menos por enquanto. Eu não posso garantir o futuro."

E também:

"Os brancos devem ficar felizes que nós não estamos pedindo por genocídio." e que tomar as terras sem compensação é legítimo e estão exercendo o direito político deles. Que será pacífico e sem gotas de sangue derramadas, o que não procede, visto que muito sangue já foi derramado.

Todo esse cenário de negligência, violência e ódio caminha para um futuro tenebroso. Uma guerra civil está prestes a estourar no país e parece que, para líderes como Malema, isso é o que eles realmente querem. Para a vice-presidente do partido Black First Land First, Zanele Lwana, eles já estão em guerra. Em suas palavras: "Eu acho que os negros já tiveram paciência suficiente, durante mais de 400 anos de colonialismo. [...] Nós estamos indo à vocês e vamos pegar tudo o que você tem. É nosso!" Aliado a isso estão comunidades carentes compostas por brancos que não conseguem emprego, não têm acesso à escolaridade e nem conseguem atendimento médico por conta de sua cor de pele.

A questão dos brancos e fazendeiros sul-africanos entrou em pauta após Donald Trump tuitar sobre a questão, além do posicionamento do Ministro do Interior australiano Peter Dutton, que declarou que fazendeiros sul-africanos merecem atenção e tratamento especial caso desejem asilo na Austrália. Há 4 anos atrás quando ouvimos falar a primeira vez sobre a questão sul-africana, pouco material estava disponível na grande mídia. Para nossa surpresa, ao iniciarmos a escrita desse artigo, encontramos muitos materiais, porém o conteúdo não foi esperado. A maioria declarava que o que vem ocorrendo é um mito criado pela "extrema-direita" e que a situação não é tão crítica conforme vem sendo dito. Afirmam que o "genocídio branco" em andamento é uma teoria da conspiração. O que precisamos saber é se uma morte a cada cinco dias, motivada principalmente por ódio racial, se encaixa no conceito de teoria da conspiração e situação não-crítica para a mentalidade dessas pessoas.

O que ocorre na África do Sul hoje emula a situação futura que os países da Europa e outras regiões de população majoritariamente branca poderão enfrentar. Com o processo de substituição étnica a pleno vapor, o trágico exemplo da perseguição enfrentada pelos sul-africanos mostra o que pode acontecer quando os europeus se tornarem minoria dentro de seus próprios países.

 

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Fontes:
 

Principal recomendação: Documentário "Farmlands" de Lauren Southern:


https://africacheck.org/factsheets/factsheet-statistics-farm-attacks-murders-sa/
https://africacheck.org/wp-content/uploads/2017/05/SHORT-MURDERS-ATTACKS-STATS-1990-2017-xlsx.pdf
https://www.thesouthafrican.com/farm-attacks-south-africa-figures-48-hours/
https://www.news.com.au/finance/economy/world-economy/south-africa-farm-attacks-brutal-crimes-landowners-face/news-story/dfaabafca743056b6d6656ea1fff49eb
https://www.news.com.au/finance/economy/world-economy/bury-them-alive-white-south-africans-fear-for-their-future-as-horrific-farm-attacks-escalate/news-story/3a63389a1b0066b6b0b77522c06d6476
https://economia.uol.com.br/noticias/afp/2017/12/26/o-flagelo-dos-ataques-raciais-a-fazendeiros-na-africa-do-sul.htm
https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018073111848280-assasinio-fazendeiro-branco-negros-africa-do-sul/
https://oglobo.globo.com/mundo/tomar-terras-dadas-colonos-brancos-nao-roubo-defende-lider-sul-africano-22446740
https://veja.abril.com.br/mundo/africa-do-sul-conheca-os-brancos-que-vivem-na-miseria/
http://jornaldesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/mundo/noticia/2017/12/o-flagelo-dos-ataques-raciais-a-fazendeiros-na-africa-do-sul-10104385.html

 

 


 

 

 

 

 

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