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Ativismo de porão e ação real: uma autocrítica

September 9, 2016

Analisando o contexto político e social da dissidência identitária, anti-globalista e anti-imperialista brasileira, surge um grande questionamento: onde está a ação real?

Muito do que é feito hoje, limita-se ao que podemos chamar de ativismo de porão. O termo, levemente depreciativo, contém uma verdade. Os movimentos estão restritos a ações em que ir de fato às ruas não existe. Há grandes obstáculos para que essa ação real ocorra e pretendo enumerar alguns deles aqui. 

- O cenário brasileiro é "atrasado". A política brasileira ainda é baseada na Guerra-Fria. O embate ideológico é entre a Direita Liberal-Conservadora e a Esquerda Marxista-Comunista. Essas duas frentes são ultimamente predominantes, portanto há um espaço muito pequeno para atuação nesse cenário. Onde os movimentos dissidentes vão atuar? A última vez em que a questão dos banqueiros foi levantada num nível nacional foi com a obra de Gustavo Barroso. Fora isso, não temos nenhum outro expoente. Questões de migração, imigração e refugiados possui relevância mínima no Brasil, onde para todos os impactos são inexistentes, visto que vivemos no país da "democracia racial". As questões de Imperialismo e perda da soberania Nacional morreram junto com Enéas. Fora a dissidência identitária, temos os grupos que defendem o retorno da Monarquia, grupos libertários e anarco-capitalistas, movimentos separatistas, que também partilham de espaço minúsculo no cenário político.

- O estigma do nazismo. Não há espaço para se debater identidades etno-culturais no Brasil (a não ser que seja dentro do movimento negro). Aqui se predomina a noção de dívida histórica. Portanto, qualquer grupo branco que clame por uma visão identitária baseada em sua cultura ancestral, é automaticamente taxado de nazista e racista. Nazismo e racismo são crimes de acordo com o Código Penal Brasileiro. Nenhum grupo quer ser acusado de tal forma, ainda mais por nenhum praticar isso. Quem quer ser injustiçado e acusado por algo que não é e, ainda por cima, correr risco de ser penalizado? Os riscos são muito altos.

- O suicídio social e de carreira. Ser acusado dos pontos citados anteriormente, é fator impulsionante para o suicídio social e de carreira. A partir do momento que é feito uma demonstração pública, tais estigmas atingirão a todos os participantes. O movimento e os membros serão forçados a viver uma vida marcada por tais estigmas, perdendo espaços na sociedade civil e também na vida profissional. Qualquer setor de RH poderá fazer uma pequena busca em seu nome e tais estigmas aparecerão diretamente na primeira página das ferramentas de busca. É o fim de qualquer vaga de emprego.

- Falta de tradição dissidente. A dissidência no Brasil é fenômeno recente e inspirada em movimentos que ganharam força principalmente na Europa. Movimentos como a CasaPound International, Aurora Dourada, Génération Identitaire, Nova Direita (Nouvelle Droite), Quarta Teoria Política e a recente Alt-Right americana. Tais movimentos possuíam um espaço de atuação um pouco mais frutífero que os nossos, um terreno mais bem preparado de tradição intelectual e de ação real. No Brasil não há espaço para isso desde o fim do Integralismo. 

Tais dificuldades levantam os seguintes questionamentos: como realizar essa ação? De que forma? Como fazer? Os riscos são altamente grandes, portanto quem terá coragem de enfrentá-los? Será que é a hora correta para fazer isso? O ativismo de porão é ruim caso se prolongue por muito tempo, porém ele tem função primordial em preparar o território para a ação real. Em nossa visão, o terreno ainda está pantanoso para que tais ações sejam tomadas. 

Avante! O caminho é árduo, porém as recompensas são ricas.

 

 

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