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Entrevista com Ricardo Duchesne: Parte I: O que é Multiculturalismo? Primeira pergunta

Ricardo Duchesne é sociólogo e professor canadense da Universidade de New Brunswick. Seus principais interesses de pesquisa são a civilização ocidental e a ascensão do Ocidente. Em seu trabalho principal de 2011 "A singularidade da Civilização Ocidental" ele critica o que ele vê como os efeitos destrutivos do multiculturalismo sobre a cultura ocidental. Duchesne é um crítico veemente do multiculturalismo e do politicamente correto na academia. Desde a publicação de seu livro de 2011, Duchesne tem argumentado que a interpretação multicultural do Ocidente faz parte de um esforço mais amplo das elites estabelecidas para criar sociedades heterogêneas de etnias misturadas dentro de todas as naçõe

Inimigos

Imagine, se assim desejar, o seguinte: você encarando o pior pesadelo de todo rei. Rebeldes tramando conspirações, enquanto, ao mesmo tempo, inimigos ameaçam a sua fronteira. Você tem uma escolha: marcha em direção aos invasores para confrontá-los, erradica o sedicioso complô ou tenta fazer as duas coisas ao mesmo tempo? Muitas vidas repousam nesta decisão. Como sempre, os detalhes específicos da sua situação são os mais cruciais, mas é possível aprender alguns exemplos da própria história. Comecemos pelo imperador romano Cláudio II Gótico, o primeiro dos soldados-imperadores ilíricos que resgatou Roma da crise do século III. Ascendendo ao trono em 268, Cláudio encontrou-se reinando menos de

Greg Johnson - Contra a Maconha

Pessoal, larguem os seus baseados e me ouçam por alguns minutos. Quero explicar porque eu acho que a maconha é uma das substâncias mais danosas conhecidas pelo homem do ponto de vista da auto-realização em longo prazo. Eu estudei com alguns stoners (maconheiros) no meu primeiro ano de faculdade. Naturalmente, eles tentaram compartilhar seu vício. Mas não conseguiram fazer minha cabeça, e eu odiava fumar qualquer coisa, então eu nunca experimentei. Anos mais tarde, porém, depois que eu tinha meu Ph.D. e um emprego de professor, um amigo veio me visitar e perguntou onde ele poderia obter algum baseado. Eu disse, "Há uma placa perto da loja de discos que diz Drug Free Zone. Aposto que você pode

A Lógica da Arte Moderna

A essência da arte moderna é a negação da beleza. O valor da beleza - junto com sua associação com o sagrado - é invertido. Fealdade e vulgaridade são agora apresentadas como "arte". O método de como isso é feito: A beleza tem duas formas: 1) beleza-sem-forma (beleza generalizada), 2) e beleza-com-forma (a beleza de coisas particulares.) Há, além disso, a eterna conexão entre o estético e o sagrado. Isso oferece três meios de inverter a beleza: Inversão da beleza-sem-forma Inversão da beleza-com-forma Inversão do elo estético/sagrado Vamos começar por olhar para 1) beleza-sem-forma. 1. Inversão da Beleza-sem-Forma Para entender a beleza-sem-forma devemos entender o conceito de entropia. Para

A Superação do Sistema como Vitória

Todos os grandes sistemas atraem massas de crentes a favor - ou rebeldes contra ele. Desta forma, o sistema sem sequer fazer um movimento, vem a definir não apenas o pensamento do crente, bem como o que um adversário irá pensar. Se o crente acredita em A, o rebelde será o oposto de A. Isso acontece nos níveis mais altos da sociedade - onde os indivíduos podem se beneficiar da exploração de outros; ou através de uma imposição lenta sobre a população, com rotinas baseadas em consumo, com o materialismo alcançando os níveis mais baixos. Esse culto ao progresso, ao consumismo está no seu apogeu - e infesta os quatro cantos do mundo, com seu evangelho de dissolução. A natureza - que outrora era

Alfons Mucha 1860 - 1939: A Epopeia Eslava

A Epopeia Eslava (Slovanská epopej) é uma série de vinte telas monumentais (a maior delas medindo mais de 6 por 8 metros) retratando a história do povo Eslavo e da civilização. Alfons Mucha a concebeu como um monumento para todos os povos Eslavos e dedicou a segunda metade de sua carreira artística para a realização desse trabalho. A ideia do trabalho foi formada em 1899, enquanto Mucha estava trabalhando no projeto para o interior do Pavilhão da Bósnia-Herzegovina, que tinha sido encomendado pelo governo austro-húngaro para a Exposição de Paris de 1900. Em preparação para a missão, ele viajou muito através dos Balcãs, pesquisando sua história e costumes, bem como observando a vida dos eslav

Comunidade: O Elo Sagrado

A prima causa da fixação de uma comunidade no solo é a agricultura. Porém, o avanço tecnológico está rumo à aniquilação dos recursos naturais, o solo está envenenado, os níveis de estrogênio (principalmente na forma de xenoestrógenos) são nocivos aos homens e mulheres. A agricultura - que era familiar, sustentável, que seguia o devir natural das estações do ano, agora é mecanizada, fria, desregrada. Não cultivamos mais nossos alimentos, cultivamos o lucro - o cerne de nossa vida é econômico. A teoria liberal clássica era individualista, sustentando que o ser humano individual era a realidade última, que os indivíduos existiam essencialmente apenas como seres atomizados; ou seja, que são comp

A Escolha de Nosso Tempo

Nosso tempo se apresenta, assim como todo resto da história humana, como uma repetição de um ciclo eterno, mas ainda assim é novo e sem precedentes no que tange seus detalhes íntimos e particulares. Qual é o espírito desse tempo? É a morte de algo belo, tão belo que no futuro, quiçá, se torne apenas um mito, uma lenda, no qual as pessoas talvez nem acreditem ter existido. O próprio homem que construiu esse tempo já tem sua existência duvidada, sua vida imitada por travestis que se pintam com suas cores, emulam seus atos, mas falham em perceber a essência do homem de outrora, em face de ações e objeções vazias. O que nos é apresentando, então, em nosso tempo, afinal? Ilusões e perda. A dor de

Não destruiremos o Mundo Moderno. Superá-lo-emos.

Não somos destrutivos. Deixamos a destruição pela destruição para os progressistas e liberais. Não sujaremos nossas mãos em terreno pútrido. Somos construtores. Ergueremos edificações sólidas a partir das estruturas que dos ancestrais herdamos. Venceremos e superaremos o Mundo Moderno. A sua derrota não virá pela sua destruição, porém sim pelo nosso Triunfo. Os progressistas falham em reconhecer o que é bom do passado, assim como os neoconservadores não conseguem ter uma visão positiva do futuro. Reconhecemos nossa temporalidade e temos noção de que somos também Modernos. Porém, ao contrário da ideologia Modernista, conciliamos passado, presente e futuro e planejamos uma evolução que inco

Ter liberdade é ser livre?

Ser livre e viver em uma sociedade livre não significa que você deve aceitar tudo. Ser livre é ter a oportunidade de também dizer não quando o sim não convém. Isso cabe tanto aos indivíduos, como a uma civilização. A liberdade não é um valor em si mesmo. A liberdade depende de disciplina, lealdade e sacrifício. Espártaco ao se rebelar contra Roma teve noção dos efeitos colaterais de seus atos. Ao quebrar as algemas da escravidão, sabia que teria que continuar lutando contra Roma para verdadeiramente ser livre. Essa luta exigiu coragem, força e sacrifício. A rebelião foi vencida, porém Espártaco e seus companheiros morreram livres e mestres de seu próprio destino. Aquele que deseja ser livre,

Materialismo industrial

8 horas de trabalho. 8 horas de lazer. 8 horas de sono. Repita. Sobreviva. Obedeça. Esta é a lei da sociedade industrial. Poucos afortunados possuem a sorte de trabalhar no máximo 8 horas. Poucos possuem 8 horas para o sono e 8 horas para o lazer. Além disso, o lazer moderno é insignificante. Nos divertimos com coisas que não são divertidas. Nos descontraímos ao ligar a televisão e assistir algumas horas de Netflix, mas não nos divertimos de verdade. A utopia moderna da Industrialização se tornou a realidade distópica da contemporaneidade. O homem deixou o campo, o ar limpo do interior, sua vida regulada pelas estações do ano e pelo dia e noite, cujo trabalho duro e com esforço realizado

Nossa Geração. A Geração Identitária.

Nossa geração foi ensinada a questionar tudo e todos - e isso é ótimo. A questão aqui é, por que então não nos questionamos quem nos ensinou a questionar? Em vez de levantarmos uma bandeira pela desconstrução dos valores mais honrados e inspiradores que um povo pode ter, por que não desconstruímos essa sociedade decadente em constante crise? Fomos formados sem nossa identidade e mesmo assim lutamos contra ela sem a ter experimentado, pois nos disseram a fazer isso. Nos deram ideais fracos e frágeis para lutar. Mostraram para nós lindas famílias, pessoas sorrindo, felicidade nas suas propagandas, mas vemos um aumento nos índices de suicídio e depressão. Por consequência dessa quebra de expe

Os globalistas a favor da guerra

Você se recorda dos progressistas e esquerdistas protestando por paz, pelo fim das guerras, por "Refugees Welcome", pelo fim da intolerância e chorando por crianças sírias? Essas atitudes pacíficas são apenas uma máscara que esconde a verdadeira face podre e obscura desses grupos. Agora, essas mesmas pessoas exigem e clamam por mais uma guerra, por mais instabilidade e por mais injustiças. Exigem ataque total contra a Síria de Bashar al-Assad, mesmo que os fatos mostrem que o ataque químico não foi perpetrado pelo presidente sírio. Assad é um dos poucos secularistas da Síria e a queda do seu poder irá favorecer os rebeldes sírios - há muito tempo financiados pelo governo americano - que p

Julius Evola: A Pluralidade e a Dualidade das Civilizações

Recentemente, em contraste à noção de progresso e à ideia de que a História tem sido representada como uma mais ou menos contínua evolução ascendente da coletividade humana, a ideia de pluralidade de formas de civilização e da relativa incomunicabilidade entre elas tem sido confirmada. De acordo com essa segunda e nova versão da História, a civilização se divide em épocas e ciclos desconexos. A um dado momento e no seio de uma dada raça, uma concepção específica do mundo e da vida é afirmada, seguida de um sistema específico de verdades, princípios, entendimentos e realizações. Uma civilização surge, gradualmente atinge um ponto culminante e, então, cai na escuridão e não raro desaparece. Um

Eles

No cerne da psicologia progressista estão os valores iluministas de liberdade, igualdade e fraternidade. Podem haver valores mais vazios de alma, significado, e que exalem mais narrativa política e ideologia, sem, no final, nada significarem? Não é por mero acaso ou força do destino que a era na qual vivemos carece tanto de instituições com estabilidade, afinal, todos os pilares da civilização ocidental hoje são tão elásticos a ponto de significar qualquer coisa. Hoje mesmo, por exemplo, defender a igualdade e a liberdade se traduz em abrir as fronteiras de todo ocidente aos inimigos juramentados dos nossos valores. Mas o problema vai mais fundo: os maestros desta Elegia (poesia melancólica

Alain de Benoist: O Ocidente deve ser esquecido

O “Ocidente”? Raymond Abellio observou que a “Europa é fixa no espaço, quer dizer, na geografia, enquanto que o Ocidente é ‘portátil’”. De fato, o “Ocidente” continuou a viajar e a mudar de direção. No início, esse termo significava a terra onde o Sol se põe (Abendland), contrariamente à terra do Sol nascente (Morgenland). Começando pelo reino de Diocleciano no final do século III d.C., a oposição entre Oriente e Ocidente tomou forma na distinção entre o Império Romano do Ocidente (cuja capital era Milão e, posteriormente, Ravenna) e o Império Romano do Oriente em Constantinopla. O primeiro desapareceu em 476 d.C., com a abdicação de Rômulo Augusto. Após esse fato, o Ocidente e a Europa se f

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