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O Espírito de Época e o niilismo contemporâneo

Uma das causas do niilismo de nosso tempo é que o Homem não encontrou o seu Espírito de Época - seu Zeitgeist. Hesíodo dividiu as Eras do Homem em 5 (Ouro, Prata, Bronze, Heróis e Ferro), os hindus acreditam em 4 Eras (Satya Yuga, Treta Yuga, Dvapara Yuga e Kali Yuga). Por convenção, temos também da divisão da Periodização da História, em Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea. Levaremos principalmente esta em conta, visto que ela leva em conta o desenvolvimento do Homem no mundo, enquanto as outras duas tangem também ao mundo metafísico. Podemos então evidenciar um espírito de cada uma das épocas da Periodização da História. Ainda que seja impossível resumir uma époc

Mitologia Viking: O que um Homem pode aprender com Loki (Sobre não-masculinidade)

Loki - Deus da Trapaça Nenhuma visão geral da mitologia Viking seria completa sem aprofundar um pouco em Loki e o papel que ele desempenha no universo nórdico. Junto com Odin, ele é o mais misterioso e confuso dos deuses. Parte da confusão provém da dificuldade em definir sua aparência. Ele é filho de um gigante e uma figura desconhecida - talvez uma gigante, uma deusa, ou algo completamente diferente. Loki às vezes é antropomórfico (como os outros deuses), às vezes um metamorfo (como Odin), e até mesmo uma vez uma mãe - ele pariu Sleipnir, o cavalo voador de oito patas. Ele era até mesmo pai, mas seus descendentes eram seres aterrorizantes como Jormungand (a serpente que rodeia o mundo), Fe

Teoria da Seleção r/K - Competitividade Individual

Algumas espécies evoluem sob condições que oferecem uma momentânea vantagem para ambos os tipos psicológicos: r e K. Se a disponibilidade de recursos é variável de acordo com o tempo, uma espécie pode acabar gozando de sua abundância em determinado período, deste modo causando um aumento desenfreado na quantidade de membros da população do grupo r. No entanto, períodos de escassez farão com que esses indivíduos desapareçam drasticamente, deixando apenas uma população majoritariamente do tipo K. Se o período de baixa nos recursos for curto o bastante, uma quantidade suficiente de r sobreviverá até que consiga se multiplicar novamente, quando os recursos voltarem a ser de fácil acesso. Quando

Anonymous Conservative: Seleção r/K - A Psicologia Evolutiva por trás da Política - Parte II

Parte I A meu ver, é inerentemente claro que esta divergência entre r/K é a origem da nossa divisão política. De fato, embora as propostas políticas dos conservadores sejam baseadas na premissa de que os recursos são inerentemente limitados e os indivíduos deveriam trabalhar e demonstrar mérito para adquiri-los, os esquerdistas defendem propostas de políticas que parecem basear-se na suposição de que há sempre mais do que recursos suficientes para permitir que todos vivam vidas de igual lazer. Para um esquerdista, qualquer escassez deve surgir claramente devido à cobiça pessoal de algum indivíduo e a algum mal que altera um estado natural de abundância perpétua. Dentro da teoria da seleção r

Anonymous Conservative: Seleção r/K - A Psicologia Evolutiva por trás da Política - Parte I

Biólogos há muito observam que as espécies tendem a desenvolver comportamentos que melhor irá ajudá-las a explorar eficazmente o seu ambiente. Entre esses traços de história de vida comportamental estão estratégias reprodutivas. As estratégias reprodutivas são, como o nome indica, as estratégias que os indivíduos usarão para reproduzir. Aqui vamos nos concentrar nas duas estratégias demonstradas em r/K Teoria da Seleção em Biologia Evolutiva. A ciência por trás da teoria da seleção r/K foi emergiu há décadas. Surgiu quando biólogos ponderaram por que algumas espécies reproduzem lentamente usando monogamia e parenting (cuidados paternais/familiares) de alto investimento, enquanto outras espéc

Seleção r/K: A Psicologia Evolutiva por trás da Política

Nas próximas postagens iremos apresentar a Teoria da Seleção r/K: A A Psicologia Evolutiva por trás da Política. Somos pioneiros em trazer esse conteúdo traduzido para o português. Essa teoria está sendo amplamente debatida nos círculos políticos da Europa e EUA, comentada por Stefan Molyneux and Bill Whittle. Trouxemos os textos traduzidos direto da fonte, escrita por Anonymous Conservative, ativista político norte-americano. O Motor da História Cíclica "Tempos difíceis criam Homens fortes, Homens fortes criam tempos fáceis, tempos fáceis criam homens fracos e homens fracos criam tempos difíceis", pode ser explicada não só culturalmente, como também psicológica e biologicamente. Confira as

Eu Discrimino

A humanidade inteira não é minha irmã e nem minha família. Não há nada de nobre em relação à não-discriminação — conceitos como o amor, a confiança e a fraternidade perdem todo significado quando a discriminação é removida. Desculpe, corações melosos — o amor não existe sem discriminação. A pessoa que "ama todo mundo" realmente não ama ninguém. Imagine se eu amasse a todos tanto quanto eu amo minha esposa... esta é uma noção ridícula — eu amo, honro e sacrificaria minha vida defendendo minha esposa antes de qualquer outro ser humano na Terra, precisamente porque eu discrimino. Da mesma forma, eu me esforço para preencher o meu círculo de amizades com pessoas que são fortes, nobres de caráter

O Paradoxo Identitário do Cristianismo: Por uma Homeostase Cristo-Pagânica

O cristianismo está presente na identidade europeia há mais de 1700 anos. Porém, o cristianismo não é europeu, pois suas origens não são uma manifestação natural do homem europeu do seu modo de enxergar, interpretar e viver o mundo, assim como o paganismo o é. Como Greg Johnson bem aponta: "Mas mesmo que chegue um dia em que a Europa não seja mais cristã, nunca haverá um dia em que a Europa nunca tenha sido cristã. Nesse sentido, o cristianismo será sempre parte da identidade europeia. Assim como as religiões pré-cristãs e as culturas que se estendem todo o caminho de volta para a Idade do Gelo também serão sempre parte da identidade europeia." O cristianismo possui um caráter universalista,

Mitologia Viking: O que um Homem pode aprender com Odin

A Origem de Odin Entre as muitas divindades vikings que habitam Asgard, a fortaleza dos deuses, Odin desempenha o papel de chefe. Mas ele não é o Criador, nem o primeiro deus a existir. Para entender o lugar de Odin entre as divindades vikings, primeiro precisamos examinar brevemente a história nórdica da Criação. Antes que a humanidade existisse e mesmo antes do céu, da terra ou do vento, existia um abismo escancarado conhecido como Ginnungagap. Em uma das extremidades do abismo irradiava fogo elemental e na outra extremidade soprava gelo elemental. O frio e o calor se encontraram na abertura e as gotas formaram um ogro de gelo chamado Ymir. Como o gelo continuou a derreter no abismo, emerg

Mitologia Viking: O que um Homem pode aprender com Týr

Týr – Deus da Honra e da Justiça Týr é um nome bastante reconhecido entre o povo Escandinavo e entusiastas Nórdicos, porém não tem muito reconhecimento “mainstream”. Isto é provavelmente devido ao fato de que o mesmo não estreou em algum filme da Marvel (ainda), e que realmente existe apenas um mito predominante sobre ele (onde logo chegaremos). Essa falta de contos sobre o Týr como personagem central é surpreendente, sendo ele o “Guardião da Justiça” e às vezes até mesmo chamado como o mais ousado dos deuses Nórdicos — aquele que inspira Heroísmo e Coragem. Com todo esse “pedigree”, você ousaria a pensar que poderiam existir mais mitos em torno dele. Bem, em algum tempo, provavelmente exist

Dominique Venner: Do Niilismo à Tradição - História e Tradição dos Europeus

I. Raça de Sangue, Raça de Espírito Nos Estados Unidos, nacionalistas se posicionam sobre a questão racial, argumentando que ela denota diferenças significativas entre subespécies, e que tais diferenças tem significantes ramificações comportamentais e sociais, e que a presente ameaça à sobrevivência racial europeia constitui o único e mais vital desafio ao nosso povo. Na Europa, em contraste, nossos colegas adotam uma estratégia de certa forma distinta. Contra as forças anti-europeias do multiculturalismo, imigração do terceiro mundo, feminismo e globalização, nacionalistas europeus tendem a privilegiar não raça por si só, mas a defesa de sua identidade histórica e cultural. Esta ênfase iden

Julius Evola: Fundação da Tradição - Realeza e Iniciação Divina

Identifiquei o fundamento do mundo da Tradição como uma doutrina de duas naturezas, uma doutrina baseada na noção da existência de duas ordens opostas: uma ordem física e uma metafísica. A última ordem representa o reino superior do "ser" oposto ao reino inferior do devir e da história: uma natureza imortal, oposta ao perecível. O homem da Tradição não percebe essa doutrina como meramente uma "teoria", mas como uma verdade existencial diretamente verificável. Cada civilização tradicional é assim caracterizada por uma tentativa de levar o homem da ordem inferior da realidade para o mais alto, ao longo de vários estágios de aproximação, participação e realização efetiva. Originalmente, no ce

Arthur Giordan: O Fim Do Individualismo Atômico - Uma Teoria Sobre Quem Você É

Imagine uma grande série de círculos sobrepostos: um diagrama de Venn que reflete todos os seres humanos. O conjunto completo da humanidade existe dentro do retângulo. Desenhe um círculo ao redor dos cristãos. Agora reduza-o aos protestantes. Desenhe um círculo em torno dos anglo-saxões. Desenhe um círculo ao redor dos norte-americanos. Desenhe um círculo em torno de todos aqueles cujos antepassados viveram em Tennessee em 1861. Desenhe um círculo em torno dos pais. Desenhe um círculo em torno de intelectuais. Continue fazendo isso e, eventualmente, você vai chegar até uma pessoa muito específica, como eu. Limpe os círculos e faça isso baseado em você: desenhe uma série de círculos Venn até

Dominique Venner: Vivendo de Acordo com Nossa Tradição.

Todo grande povo possui uma tradição primordial que é diferente de todas as outras. É o passado e o futuro, o mundo das profundezas, a base que sustenta, a fonte da qual se pode desenhar como se vê. É o eixo estável no centro da roda giratória de mudança. Como disse Hannah Arendt, é a "autoridade que escolhe e nomeia, transmite e conserva, indica onde os tesouros devem ser encontrados e qual é o seu valor". Essa concepção dinâmica da tradição é diferente da noção gueniana de uma tradição única, universal e hermética, supostamente comum a todos os povos e todos os tempos, e que se origina numa revelação de um "além" não identificado. Que essa ideia é decididamente não-histórica não incomodou

Contra as Drogas. A favor da Civilização

Uma sociedade drogada não é uma sociedade sadia. Drogas não devem ser vistas como uma forma de divertimento. Drogas são uma forma de escapatória da realidade. Uma pessoa que deseja escapar da própria realidade, é uma pessoa que está desistindo e abdicando de sua própria vida. Uma sociedade que deseja a liberação das drogas, é uma sociedade que quer viver em uma utopia. Não é através de utopias que se molda a civilização. O problema principal do grupo legalize é compreender a maneira de como o uso de drogas afeta uma sociedade. Imaginando que uma sociedade é um organismo vivo, ao ingerir drogas, você estará danificando tal organismo. Logo, sintomas de destruição irão aparecer. Já não bastasse

Martin Aurelio: Os Quatro Elementos de Identidade Nacional em Heródoto

A noção clássica ocidental de identidade vem-nos de Histórias de Heródoto, escrito no século V a.C. É de Heródoto que temos a história dos 300 espartanos nas Termópilas, contada no contexto mais amplo da resistência bem sucedida do mundo helênico à invasão persa. Para isso, os espartanos (dorianos) e atenienses (íonianos) tiveram que superar suas diferenças e unir-se para defender o que era comum a ambos como gregos. No livro VIII, há uma cena em que os atenienses explicam a um mensageiro de Esparta porque os espartanos devem se aliar com os atenienses e não com os persas. (Deve-se lembrar que tanto os gregos antigos como os antigos persas eram povos indo-europeus.) "Primeiramente e mais imp

A Arte de Karl Jauslin

Karl Jauslin foi um renomado ilustrador e pintor da Suíça. Viveu entre 1842-1904, demonstrou o importante papel de reviver a história e acontecimentos da Suíça através de sua arte no século XIX. Teve como temas centrais em suas obras a representação de batalhas e conflitos desde as Guerras Gálicas ao Protestantismo. Karl nos mostra que conhecer nossos antepassados, além de resgatar o espírito de um povo, é vital e intrínseco para o desenvolvimento sadio da nação. Quem renega suas origens, não honra seus antepassados, não tem futuro frente ao mundo moderno e seu liberalismo global que destrói a identidade dos povos. Representar a história de seu povo através da arte é eternizar a memória. Júl

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